
BOM DIA
Você piscou e o primeiro trimestre já terminou. Mas quem vive o varejo sabe: o ritmo não para. Cada dia é uma chance de girar estoque, atender melhor os clientes e fazer o negócio crescer.
E o 2º tri já começa a todo vapor com a Páscoa, uma das datas mais importantes do ano para vendas, em 05/04. Para se ter uma ideia, o feriado beneficiou cerca de 61 mil pequenos negócios em 2025 apenas no estado de São Paulo.
Para hoje… Páscoa deve movimentar o comércio; Supermercados e farmácias na contramão do varejo; O que todos os empreendedores têm em comum quando o assunto é a maior dificuldade do empreendedorismo; e mais.


Páscoa deve aquecer as vendas — e gerar até 800 mil empregos no Brasil

(Imagem: Diário do Rio | Reprodução)
Sim, você leu certo. A Páscoa deste ano deve gerar cerca de 800 mil empregos temporários no país, impulsionados principalmente pelas indústrias de chocolate, varejo e logística.
O principal motivo é que a produção, distribuição e vendas aumentam em poucas semanas, fazendo com que empresas precisem reforçar suas equipes rapidamente, mas sem elevar custos fixos durante todo o ano.
E tem um detalhe importante: cerca de 20% desses temporários podem ser efetivados. Ou seja, além de movimentar o caixa das empresas, a data também abre portas reais para quem busca espaço no mercado.
Mas o impacto vai muito além do emprego
A Páscoa também movimenta bilhões em consumo, com compras de chocolates, presentes e celebrações em família. Para se ter uma ideia, em 2025, estima-se que a data tenha movimentado R$ 5,3 bilhões no país, cifra quase 27% superior à de 2024.
Em algumas regiões, o crescimento já é esperado.
No Paraná, por exemplo, a projeção indica um aumento superior a 10% nas vendas.
Já em cidades como Campinas, o avanço deve ser um pouco mais moderado, de 5,6%, o que representaria R$ 178,1 milhões movimentados.
Parte desse desempenho vem do calendário: em 2026, a Páscoa cai no início do mês, próxima ao pagamento dos salários — o que aumenta a chance de consumo e favorece o planejamento das famílias.
Mas nem tudo é cenário positivo
O preço do chocolate subiu — e bastante. Em alguns casos, ovos ficaram até 36% mais caros em relação ao ano passado, pressionados pelo aumento do cacau no mercado internacional. Por conta disso, o consumidor está mais atento.
Hoje, qualidade pesa mais que preço em muitas decisões, mas isso não elimina o comportamento de pesquisa: cerca de 65% comparam valores antes de comprar.
Além disso, ovos caseiros já representam quase 20% das intenções de compra em alguns estados como Mato Grosso do Sul, uma oportunidade clara para pequenos produtores e negócios locais ganharem espaço.
Para Marco Lessa, fundador do Brasil Origem Week e Chocolat Festival, maior evento de cacau e chocolate das Américas, a Páscoa será “mais cara e com ovos menores, em que as pessoas vão migrar no perfil de consumo.”
Outro ponto importante é que o cliente está mais estratégico. A maioria busca desconto à vista, enquanto uma parte menor opta por parcelamento. Ou seja, condições de pagamento bem pensadas podem fazer diferença na conversão.
Do lado das empresas, a antecipação tornou-se regra.
Muitas lojas começaram a expor produtos antes mesmo do Carnaval, ampliando o tempo de venda e permitindo que o consumidor compre com mais calma.
E tem mais: a Páscoa não gira só em torno de ovos. Itens como bombons, barras, colombas e até produtos para refeições (como peixes e azeites) ajudam a aumentar o ticket médio e diversificar as vendas.
Mas vender mais também exige controle. Períodos de pico pressionam estoque, logística e caixa e, sem planejamento, o aumento nas vendas pode resultar em desorganização — ou até prejuízo.
Por isso, analisar os dados de vendas anteriores, ajustar estoque, organizar o fluxo de caixa e preparar o atendimento são passos essenciais para aproveitar a data sem perder o controle do negócio.
→ Em resumo, a Páscoa de 2026 traz uma combinação clara: alta demanda, mais empregos e boas oportunidades — mas com custos maiores e um consumidor mais exigente.
Para pequenos e médios empreendedores, o diferencial está na execução: quem souber precificar bem, organizar a operação e entregar valor real ao cliente tem mais chances de transformar a data em lucro consistente.

+2,5%
Esse foi o crescimento do segmento de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios em fevereiro, em comparação ao mesmo período de 2025 — um dos poucos sinais positivos do último Índice do Varejo Stone.
Mas, apesar do avanço também em farmácias, o desempenho dos demais segmentos foi amplamente negativo, com destaque para vestuário e calçados (-11,3%) e móveis e eletrodomésticos (-8,1%), ambos fortemente dependentes de crédito.
O contraste é claro: enquanto o consumo essencial resistiu, o restante do varejo caiu. Em fevereiro, as vendas totais recuaram 3,1% na comparação mensal e 2,2% na anual. Mergulhe nos números completos do Índice do Varejo aqui.

A história do Encarnado Burger mostra como muitos negócios começam: sem plano perfeito, mas com coragem de dar o primeiro passo.
Dentro de um ônibus, Eduardo Mattos decidiu participar de um evento de food truck com sua irmã. Sem cardápio nem nome, venderam 100 hambúrgueres na primeira tentativa, descobrindo que tinham um produto vencedor nas mãos.
O crescimento e reconhecimento vieram rápido — com um ranking gringo colocando o Encarnado entre os 25 melhores hambúrgueres do mundo. Contudo, os desafios também começaram a surgir.
A gestão manual já não bastava; expandir o negócio começou a parecer um pesadelo operacional, apesar do sucesso do produto. Afinal, passar de 100 para 600 hambúrgueres vendidos por dia exigia reorganizar processos, equipe e fluxo de caixa.
Foi aí que entrou a parceria com a Stone. O crédito flexível e a centralização da gestão da equipe no mesmo local das vendas ajudaram a organizar o Encarnado Burger. Clique aqui ou no vídeo acima para conferir a história completa.

O que é mais difícil no empreendedorismo?
Se fosse para resumir em uma só resposta, seria fácil demais.
Então melhor votar. Queremos saber de você:
Seja qual for a sua resposta, tem uma coisa em comum: não é uma dor isolada, mas sim, tudo acontecendo ao mesmo tempo. Quando cada parte do negócio roda de um jeito (ou em ferramentas diferentes), a gestão vira um quebra-cabeça.
Você vende, mas não tem clareza do caixa. Tem demanda, mas falta produto. Ou até fatura bem… mas não sabe exatamente onde melhorar.
É aqui que a Stone entra. Com soluções que conectam pagamento, gestão e operação, nós ajudamos você a sair do modo “apagar incêndio” e começar a tomar decisões com mais controle.
Se hoje o seu maior desafio é dar conta de tudo isso ao mesmo tempo, talvez o próximo passo não seja trabalhar mais, e sim gerir melhor.
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A imagem ao lado é a capa de The Kingdom of Prep, livro sobre a história da J.Crew — uma das obras imperdíveis para quem ama negócios e varejo, segundo Rony Meisler, cofundador da Reserva.
O livro narra a trajetória de uma das grandes marcas de moda americana: começou vendendo por catálogo, migrou para lojas físicas e digitais, tornou-se uma potência, quebrou, foi comprada por fundos de investimento e por Mickey Drexler — considerado por muitos o maior merchant de moda do mundo. Após novas crises, concordata na pandemia e mudanças na liderança, a marca parece estar renascendo das cinzas.
Além de The Kingdom of Prep, Meisler criou uma lista com outros de seus livros favoritos. Confira aqui.
🪢 Por hoje é isso. Voltamos em breve no próximo episódio para trazer as notícias recentes mais relevantes para o seu negócio. Até lá!
