BOM DIA

Faltam poucos dias para 2025 acabar. É a fase de ajustar o caixa, honrar compromissos e espremer o que dá para crescer antes da virada. O ritmo não desacelera — e, para quem faz acontecer, cada dia conta.

Organize as prioridades e siga firme nessa reta final. Ainda dá tempo de melhorar, alcançar ou talvez virar o resultado — além de aprender muito e fechar 2025 melhor do que começou.

Para hoje… Quanto movimentará o Natal; agro brasileiro cresce além da média em 2025; inflação da comida em casa cai pelo sexto mês seguido; BNDES “abre a carteira” para empresas afetadas pelo tarifaço; e mais.

Natal deve movimentar até R$ 85 bilhões na economia

(GIF: Tenor | Reprodução)

Sim, você leu certo. As vendas de Natal em 2025 devem alcançar entre R$ 72 bilhões e R$ 84,9 bilhões, segundo estimativas do setor varejista, reforçando o peso da data como um dos principais eventos do calendário do comércio brasileiro.

O número representa crescimento em relação a 2024 e sinaliza um consumo mais resiliente, mesmo em um cenário de juros ainda elevados e orçamento das famílias mais apertado.

Parte dessa força vem da intenção de compra. Levantamentos indicam que cerca de 80% dos consumidores pretendem presentear neste Natal, mantendo a tradição viva apesar das incertezas econômicas.

Entre os itens mais procurados, lideram roupas, calçados, perfumes, cosméticos, brinquedos e chocolates, categorias que concentram grande parte do faturamento do período.

O comércio eletrônico também deve ter papel central. A expectativa é que o e-commerce movimente aproximadamente R$ 26,8 bilhões, impulsionado pela conveniência, pela comparação rápida de preços e pelas campanhas digitais.

Do lado das empresas, o foco está em planejamento. Varejistas apostam em estoques ajustados, logística mais eficiente e campanhas personalizadas para evitar rupturas e atrasos.

As estratégias mais comuns incluem descontos progressivos, kits presenteáveis, frete grátis e parcelamento — ferramentas essenciais para impulsionar a decisão de compra.

Mas… mesmo com o cenário positivo, o consumidor segue mais cauteloso.

Há maior comparação de preços, busca por promoções reais e preferência por marcas conhecidas.

  • No varejo físico, espera-se aumento do fluxo, especialmente em shoppings e centros comerciais, impulsionado pelo pagamento do 13º salário.

  • Já no online, a disputa pela atenção do cliente deve ser intensa, com investimento expressivo em mídia digital, e os marketplaces concentram boa parte das vendas.

O consenso do setor é claro: há dinheiro circulando, mas ele está mais disputado do que nunca.

Em outras palavras, o Natal de 2025 promete aquecer o varejo — mas só deve sorrir para quem acertar preço, produto, experiência e timing ao mesmo tempo.

Agro brasileiro dribla tarifaço e cresce em 2025

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Apesar do tarifaço norte-americano, o agronegócio brasileiro registrou US$ 155 bilhões em exportações até novembro, alta de 1,7%. Soja, carne, café, açúcar e celulose lideram as vendas, enquanto China e União Europeia seguem como principais compradores, compensando perdas no mercado americano.

Parte do resultado veio da antecipação de embarques para reduzir impacto das tarifas — e o Brasil mantém vantagem estrutural. Com o resultado, projeta-se um crescimento de 9,6% do agro, bem acima da média da economia. (Aprofunde)

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Inflação da comida em casa cai pelo sexto mês seguido

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Os preços da alimentação consumida em domicílio recuaram 0,2% em novembro, marcando seis meses seguidos de queda. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 2,48%, o menor nível desde fevereiro de 2024.

O recuo foi puxado por itens como tomate, leite longa vida e arroz. Enquanto isso, a alimentação fora de casa subiu 0,46% no mês, acumulando alta de 7,6% em 12 meses, mostrando a diferença de tendência entre os grupos e aliviando o bolso de quem cozinha em casa. (Aprofunde)

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BNDES “abre a carteira” para empresas afetadas pelo tarifaço

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O BNDES aprovou R$ 1,618 bilhão em crédito a empresas brasileiras impactadas pelo tarifaço norte-americano, oferecendo linhas de financiamento para manter a produção, os empregos e exportações diante das restrições impostas pela terra do Tio Sam.

O apoio abrange diversos setores, incluindo agro, indústria e manufatura. A iniciativa busca compensar perdas no comércio exterior e fortalecer a competitividade das empresas nacionais, garantindo liquidez e segurança financeira diante do impacto das tarifas americanas. (Aprofunde)

-1,6%

Mesmo com a Black Friday, o varejo brasileiro registrou queda de 1,6% em novembro, segundo o Índice do Varejo Stone. Na comparação com o mesmo período de 2024, a retração chega a 3,7%, sinalizando um esgotamento do poder de compra das famílias.

Os únicos setores que apresentaram leve alta mensal foram Móveis e Eletrodomésticos (+1%), Tecidos, Vestuário e Calçados (+0,3%) e Supermercados (+0,2%).

Já no comparativo anual, todos os segmentos registraram queda, com destaque negativo para Combustíveis e Lubrificantes (-6,7%). Mergulhe nos números do Índice do Varejo aqui.

Neste episódio, Rapha Avellar, um dos principais nomes do marketing brasileiro, mostra que branding vai muito além de posts bonitos — trata-se de criar relevância real e estratégica no jogo do conteúdo em 2025.

Seja para engajar, construir marca ou se destacar na creator economy, a conversa traz insights práticos e um novo olhar sobre marketing. Assista aqui.

A imagem ao lado é a capa do livro “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes”, de Shelby Van Pelt.

A obra, recomendada pelo cofundador da Microsoft, Bill Gates, conta a história de uma viúva que forma uma amizade improvável com um polvo do Pacífico. Segundo o empresário, o livro o “ajudou a entender um pouco melhor o envelhecimento" e foi a maneira perfeita de começar sua próxima década de vida.

Além deste título, Gates recomendou outras quatro obras para ler nas férias de fim de ano. Confira aqui.

🪢 Por hoje é isso. Voltamos em breve no próximo episódio para trazer as notícias recentes mais relevantes para o seu negócio. Até lá!

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