BOM DIA

O começo do ano é o momento perfeito para planejar, testar novas ideias e colocar energia naquilo que realmente faz a diferença. E mesmo com o calor do verão e muitos ainda de férias, 2026 já começou a todo vapor no mundo dos negócios.

Grandes players de tecnologia apresentaram novidades na CES, maior evento do setor, e, mais recentemente, a NRF destacou tendências e oportunidades que devem moldar o varejo nos próximos meses.

Quem aproveita esse impulso inicial tem a chance de começar 2026 com ritmo e resultado desde o primeiro dia.

Para hoje… Os maiores aprendizados do maior evento do varejo mundial; turismo brasileiro bate recorde em 2025; e-commerces asiáticos seguem avançando no Brasil; inflação fecha 2025 dentro da meta; e mais.

NRF 2026: O maior palco do varejo mundial

A NRF 2026, o maior evento de varejo do planeta, recebeu cerca de 2.600 brasileiros e atraiu mais de 40 mil visitantes de todo o mundo — e a Stone marcou presença e cobriu o evento junto com o the news.

Foram mais de 1.200 expositores — incluindo marcas brasileiras que disputavam a atenção de varejistas globais — concentrando discussões sobre tecnologia, operação e comportamento do consumidor.

  • E, seguindo uma tendência dos últimos anos, duas palavras seguem na boca de todos: inteligência artificial.

Agora, a IA deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser infraestrutura, apoiando decisões, automatizando tarefas e ajudando pequenos negócios a ganhar eficiência sem exigir investimentos complexos ou estruturas gigantes.

E, por falar em eficiência…

O Google deixou claro que a forma como buscamos produtos atualmente está com os dias contados.

No que foi talvez o maior destaque do evento, foi anunciado o Universal Commerce Protocol (UCP), um novo padrão aberto em que agentes de inteligência artificial podem selecionar e finalizar compras para as pessoas, sem que elas precisem navegar por múltiplos sites, simplificando a jornada de compra.

  • Na prática, em vez de abrir dezenas de abas, filtrar e comparar preços, o usuário apenas diz ao Gemini, IA do Google: "quero um tênis de corrida confortável até R$ 600".

Para empreendedores, isso significa maior exposição de produtos e menos atrito com o cliente, mas exige dados bem organizados, respostas rápidas e integração entre físico, digital e estoque.

O recurso, que começará a ser utilizado nos EUA, já conta com grandes nomes do varejo, entre eles o Walmart.

Outro conceito em destaque foi o “cliente artificial”, que permite simular comportamentos de clientes usando IA para testar decisões, entender preferências e otimizar experiências, atuando como um consultor disponível 24/7.

Por fim, no evento da Stone, o Insights by Stone, discutiu-se como a IA está reescrevendo a eficiência operacional e a experiência de consumo, com a presença de dois nomes importantes do mercado: Jeff Owen, ex-CEO da Dollar General, e David Edelman, professor de marketing em Harvard. Confira os destaques aqui.

Independentemente da animação em torno da inteligência artificial, ela só gera valor quando consegue entregar certos benefícios concretos ao cliente, entre eles:

  1. Viabilizar experiências antes “impossíveis”, como atendimento contínuo, recomendações rápidas e decisões automatizadas em escala.

  2. Conhecê-lo realmente a partir de histórico de compras, comportamento e interações, usando dados de forma transparente.

  3. Alcançá-lo de forma a gerar interação, sem saturá-lo de e-mails ou redes sociais, usando dados de comportamento para escolher o canal, a frequência e o momento certos, priorizando mensagens realmente relevantes.

  4. Servi-lo de maneira muito personalizada, com base no que sabe sobre ele, adaptando ofertas, atendimento e comunicação às preferências, histórico e contexto de cada cliente.

  5. Encantar ao transformar dados em melhores experiências, usando esses insights para simplificar processos, antecipar demandas e tornar cada interação mais fluida, útil e satisfatória.

Indo além da inteligência artificial…

O varejo híbrido se consolida como modelo dominante. Vendas e decisões de compra ocorrem integrando canais físicos e digitais. Mesmo negócios locais precisam de presença online para gerar confiança, esclarecer dúvidas e orientar a decisão do consumidor antes de finalizar a compra.

Além disso, algo ficou muito claro: a geração Z influencia fortemente o comportamento de compra, priorizando comparações, recomendações reais e experiências rápidas.

  • Pequenos negócios podem aplicar isso simplificando atendimento, criando conteúdos que antecipem dúvidas e oferecendo informações claras no digital.

A comunicação clara e consistente continua essencial. Atender bem, explicar produtos e estar presente cria vínculo com o cliente e aumenta a recorrência. Construir comunidade não é sobre audiência, mas sobre relação, confiança e repetição de pequenos gestos que geram fidelidade ao longo do tempo.

Sobre o cenário macro de 2026…

Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza, em entrevista exclusiva ao the news no Insights by Stone, comenta que, com a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, cerca de R$ 30 bilhões devem retornar ao consumo.

  • Para o varejista, o desafio será transformar essa oportunidade em fluxo de caixa, lucro e crescimento sustentável.

O aprendizado da NRF é claro: não basta tecnologia ou promoção isolada. É preciso estruturar processos, treinar o time, reduzir atritos e usar dados para tomar decisões, conectando experiência, operação e relacionamento com clientes de forma consistente e prática no dia a dia.

Para pequenos e médios empreendedores, a questão não é “ter inteligência artificial”, mas como aplicar IA e ferramentas para gerar resultados reais".

Turismo brasileiro bate recorde e acelera em 2025

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O turismo nacional faturou R$ 185 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, o maior nível desde o início da série histórica, em 2011. O transporte aéreo de passageiros liderou em volume, com R$ 48 bilhões; o setor de alojamento foi o que mais cresceu, avançando 11,2% no período.

O movimento não perdeu força no fim do ano. Em novembro, a atividade turística cresceu 2,1% na comparação anual, somando o 18º resultado positivo consecutivo. Estados como São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro lideraram os avanços, consolidando um ciclo de alta.

Para o empreendedor, o verão e as férias são janelas de oportunidade: ajustar horários e estoques, criar ofertas sazonais, reforçar presença no Google e WhatsApp e explorar experiências rápidas ajudam a capturar o fluxo extra de turistas e a transformar o movimento em caixa. (Aprofunde)

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Nem a “taxa das blusinhas” freou o avanço asiático

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O e-commerce brasileiro deve registrar um crescimento de 15% em 2025 e atingir R$ 380 bilhões. Mas existe um problema, especialmente para as empresas brasileiras: players asiáticos como Shopee, Shein, Temu e TikTok Shop, mesmo com a “taxa das blusinhas”, seguem avançando forte por aqui.

Para se ter uma ideia, sem as asiáticas, o Mercado Livre teria 47% do volume bruto de mercadorias (GMV). Com elas no jogo, sua fatia cai para 39%. A Shopee já alcança 14%, enquanto o TikTok Shop chegou a US$ 1 milhão em GMV diário poucos meses após estrear.

O BTG projeta crescimento anual de GMV no e-commerce brasileiro de até 15% nos próximos 12 a 18 meses. A vantagem competitiva migra do preço para logística, frete grátis e velocidade de entrega.

Para PMEs, isso aumenta a pressão por eficiência, parcerias logísticas e diferenciação de marca, pois competir apenas por preço tende a se tornar cada vez menos sustentável. (Aprofunde)

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Inflação fecha 2025 dentro da meta

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O IPCA, considerado a inflação oficial do Brasil, subiu 0,33% em dezembro, abaixo do esperado pelo mercado. Transporte, artigos para residência e saúde puxaram a alta.

  • No acumulado do ano, a inflação ficou em 4,26%, dentro do intervalo do Banco Central (meta de 3% e teto de 4,5%). Foi o quinto menor resultado anual desde 1995.

Para o empreendedor, o dado sinaliza mais previsibilidade. Com a inflação dentro da meta, há menos pressão sobre custos operacionais, mais clareza para definir preços e reajustes e um ambiente um pouco mais favorável ao planejamento financeiro e às decisões de investimento ao longo de 2026. (Aprofunde)

-0,5%

Esse foi o percentual de queda nas vendas do varejo em 2025, desempenho inferior ao de 2024, segundo o Índice do Varejo Stone. O resultado reflete a perda de fôlego no fim do ano: as vendas recuaram 0,9% em dezembro, e o 4º trimestre também terminou no negativo (-0,9% frente ao trimestre anterior).

O cenário foi marcado por juros elevados e crédito mais restrito, que frearam o consumo, apesar do desemprego baixo. Com orçamento pressionado e endividamento em alta, o consumidor priorizou dívidas e itens essenciais.

No ano, apenas Combustíveis e Lubrificantes (+1%) e Moda (+0,9%) conseguiram fechar no positivo. Já segmentos mais dependentes de crédito, como Móveis e Eletrodomésticos, sentiram mais o impacto e encerraram 2025 em queda. Mergulhe nos números do Índice do Varejo aqui.

Criatividade é um luxo exclusivo para apenas artistas e gênios? Neste TED Talk, Erich Shibata, diretor de branding e criação da CIMED, prova que não.

Para ele, a criatividade é, na verdade, uma ferramenta prática e acessível, capaz de transformar realidades, marcas e experiências em setores que vão da indústria farmacêutica ao design de luxo.

Com histórias de aviação, inovação e design, ele compartilha insights sobre como propor o novo mesmo quando tudo parece improvável. Assista aqui.

A imagem ao lado é a capa do livro “O Lado Difícil das Situações Difíceis”, de Ben Horowitz.

A obra, recomendada pelo CEO do iFood, Diego Barreto, ajuda a refletir sobre os desafios da jornada empreendedora e mostra que, diante de situações difíceis, é fundamental manter uma visão clara, agir com transparência e transformar conflitos em oportunidades para conquistar seus objetivos.

Além de Barreto, alguns dos melhores CEOs de 2025 indicaram seus livros favoritos do ano. Confira aqui.

🪢 Por hoje é isso. Ficamos muito felizes por ter acompanhado a nossa série nos últimos meses. Esperamos que você tenha saído mais informado após cada edição. Avalie na enquete abaixo e, após votar, comente, se gostaria de (quem sabe?) uma continuação ou uma terceira temporada… 👀

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