
BOM DIA
No mundo dos negócios, a sensação às vezes é a de apagar um incêndio enquanto outro começa do lado. Quando você acha que a fumaça baixou… já surge uma nova faísca.
É nesse cenário que acompanhar o que está acontecendo faz toda a diferença — com as notícias que realmente importam para quem vive o negócio no dia a dia.
Para hoje… Inflação anual do Brasil recuou para 3,81% em fevereiro; Vendas do varejo brasileiro têm queda no mesmo mês; Uma curadoria de ferramentas que resolvem dores reais do dia a dia de quem empreende; e mais.


Inflação cai, mas pressões externas mantêm cautela sobre juros
A inflação anual do Brasil recuou para 3,81% em fevereiro, abaixo dos 4,44% registrados em janeiro, permanecendo dentro da banda da meta do Banco Central.
Parece bom, mas nem tudo é tranquilo. No mês, o IPCA, indicador oficial da inflação do país, mostrou que os preços subiram 0,70%, um pouco acima do esperado pelo mercado — o que afetou o bolso de empresas e consumidores.

(Imagem: g1 | IBGE)
A maior alta ocorreu em escolas e cursos, com reajustes de mensalidades no início do ano letivo.
Transportes, como passagens aéreas, também aumentaram, impactando os custos de produtos e serviços.
Outros itens importantes, como alimentação, saúde e habitação, tiveram alta menor, mas o efeito acumulado ainda pressiona despesas.
Para quem toca um pequeno negócio, isso significa que custos podem subir e planejamento financeiro precisa estar atento.
Tá, mas o que é a meta de inflação?
É a “faixa segura” definida pelo Banco Central para o aumento dos preços. Atualmente, é de 3%, podendo variar entre 1,5% e 4,5% sem alarmes. Se os preços ultrapassarem esse limite, o BC pode tomar medidas para frear a alta.
O principal instrumento do Banco Central é a Selic, a taxa básica de juros. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, reduzindo o consumo; quando caem, o crédito fica mais barato, incentivando compras e investimentos.
E, na última semana, após quase dois anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a redução da Selic em 0,25 pontos percentuais, para 14,75% ao ano.
Esse deve ser o início de um ciclo de cortes esperado há meses, mas que veio em ritmo mais cauteloso do que o mercado gostaria.
Isso porque o cenário externo tem trazido complicações…
… e um dos principais fatores que complica os cortes da Selic é a guerra entre Estados Unidos e Irã. Isso eleva o preço do petróleo, impacta combustíveis e transporte e faz os custos subirem para empresas de todos os setores.
Em alimentação e bebidas, por exemplo, os preços passaram de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Isso significa que o aumento de custos chega até o consumidor, e pequenas empresas precisam ajustar preços e margens com cuidado.
A boa notícia é que, após o comunicado do Copom, empresas especializadas como Pantheon Macroeconomics e Warren Investimentos passaram a projetar um novo corte de 0,25 ponto percentual já no final de abril.
Segundo Andres Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon, o Banco Central ainda não deve acelerar o ritmo para cortes de 0,5 ponto percentual, principalmente devido às incertezas quanto à inflação e os efeitos da tensão no Oriente Médio.
→ Em resumo, a inflação anual diminuiu, mas muitos preços continuam subindo. O Banco Central deve reduzir os juros gradualmente, enquanto a guerra e os custos de transporte podem causar surpresas.
Pequenos e médios empreendedores devem acompanhar os preços, ajustar custos, planejar estoques e precificar com cuidado para evitar surpresas e preservar a saúde financeira, mesmo em meses desafiadores.

-3,1%
Esse foi o recuo das vendas do varejo brasileiro em fevereiro, em comparação com janeiro, segundo o Índice do Varejo Stone. Na comparação com fevereiro de 2025, a queda foi de 2,2%.
O dado reforça que, mesmo com o mercado de trabalho resiliente e renda em crescimento, o cenário segue pressionado por juros elevados, crédito caro e alto nível de endividamento das famílias, fatores que continuam a limitar a disposição para compras.
Entre os segmentos analisados, apenas hipermercados, supermercados e farmácias apresentaram crescimento na comparação anual, justamente setores ligados a itens essenciais. Mergulhe nos números completos do Índice do Varejo aqui.

Essa é uma curadoria de ferramentas que resolvem dores reais do dia a dia de quem empreende. Será que alguma delas pode ser sua?
Se você empreende e:
Perde vendas por falta de produto no estoque:
Usando essa ferramenta, você consegue prever demanda e automatizar a reposição de estoque com base no seu histórico de vendas. Ela cruza dados em tempo real e te ajuda a evitar tanto a falta quanto o excesso de produto parado.
Possui muitos pontos de venda e precisa de agilidade no pagamento:
Com essa ferramenta, seu celular vira uma maquininha extra. Cada funcionário pode fazer vendas por aproximação (NFC) usando só o celular, sem precisar de uma maquininha e ainda assim, com segurança. Seu cliente pode pagar com cartões de débito e crédito e carteiras digitais. Basta aproximar na parte de trás do seu celular e pronto, o TapStone resolve.
Perde vendas no digital por falta de estrutura:
Hoje, a falta de meios de pagamento faz 75% dos consumidores abandonarem compras. Por isso, essa solução permite que sua empresa envie um link por WhatsApp, e-mail ou outra rede social para seu cliente fazer o pagamento de um pedido. Você pode personalizar com o valor, a forma de pagamento, limite de pagamentos e prazo de duração. Ao abrir o link, o cliente informa seus dados, como se estivesse comprando em um site, mas sem precisar dele.
No fim do dia, empreender já tem desafios suficientes. A tecnologia precisa facilitar sua rotina, e esse é o papel da Stone no seu negócio. Fale com um consultor Stone aqui para conhecer as soluções que vão potencializar suas vendas.


A imagem ao lado é a capa do livro Tufão, de Joseph Conrad.
A obra, que conta de história de um capitão e sua tripulação enfrentando uma tempestade em alto-mar, é o livro favorito de gestão do co-CEO da Netflix, Ted Sarandos.
O motivo: é uma poderosa lição de liderança, ensinando a tomar decisões sob incerteza, assumir riscos calculados e aprender com os erros ao longo do caminho.
Sarando, que praticamente não lê livros de gestão e prefere romances de ficção para aprender sobre liderança, aplicou as lições de Tufão em sua carreira, como ao investir US$ 100 milhões na primeira série original da Netflix, House of Cards, aprovando duas temporadas de uma só vez.
🪢 Por hoje é isso. Voltamos em breve no próximo episódio para trazer as notícias recentes mais relevantes para o seu negócio. Até lá!
