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Newsletter Series | T 01 | EP 01 a EP 06

Esse Ă© o primeiro episĂłdio da sĂ©rie âModa & Sociedadeâ que contarĂĄ com 6 episĂłdios, abordando a influĂȘncia da maneira como nos vestimos, em como votamos, comemos e nos relacionamentos. Enjoy!
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Sabe aquele feeling de encontrar a série perfeita pra maratonar? Então, conseguimos trazer esse sentimento pra sua caixa de entrada, risos.
A partir de agora, vocĂȘ pode assinar editorias independentes, com inĂcio, meio e fim â pois nĂŁo queremos saturar seu inbox.
Pense em um assunto que vai te tornar ainda mais inteligente e interessante por saber: Do ImpĂ©rio Romano Ă maneira como a moda influencia a SociedadeâŠ
Um deep dive dividido em episĂłdios para vocĂȘ aproveitar sem pressa e guardar para sempre!
ConteĂșdo por conteĂșdo a internet jĂĄ tem atĂ© demais. Seremos seu filtro, sempre Ă s 21:00, nĂŁo importa qual sĂ©rie vocĂȘ escolher.
a roupa fala. vocĂȘ estĂĄ ouvindo?
A roupa faz muito mais do que vestir. Ela cria movimentos, constrĂłi identidades e reflete cultura. Ăs vezes Ă© atĂ© um sinal silencioso de uma revolução. JĂĄ parou pra pensar como a moda molda o mundo e como o mundo molda a moda?
Stay with us, and we'll show you how it all unfolds.

Na GrĂ©cia e Roma antigas, as roupas jĂĄ eram usadas pra diferenciar classes sociais & afirmar poder e status. NĂŁo eram apenas funcionais, mas tambĂ©m sĂmbolos de hierarquia e privilĂ©gio.
Com o crescimento das trocas comerciais e culturais, nos sĂ©culos XIV e XV, a moda ganhou novas influĂȘncias e foi marcada pela intensificação do comĂ©rcio de tecidos e o intercĂąmbio de estilos entre regiĂ”es.
O fluxo de mercadorias e ideias foi ficando mais rĂĄpido e a moda foi acompanhando â o ciclo de vida das roupas passou a ser mais dinĂąmico. Claro que ainda beeem longe do que temos hoje.
Durante o século XVI, no Renascimento, as roupas ficaram mais elaboradas e os tecidos luxuosos e os bordados foram ganhando espaço.
No sĂ©culo XVII, o luxo e a ostentação atingiram seu ĂĄpice nas cortes europeias, com a França se consolidando como referĂȘncia global em moda. LuĂs XIV, conhecido tambĂ©m como "Rei Sol", foi um dos grandes responsĂĄveis por transformar a moda em uma forma de controle social e polĂtico.
Curtiu saber disso? EntĂŁo vocĂȘ tambĂ©m vai gostar da sĂ©rie Versailles que conta o drama real do âRei Solâ â o monarca que começou seu reinado com apenas 4 anos.
Esse contexto histĂłrico abriu caminho para a chegada de Maria Antonieta no sĂ©culo XVIII. Foi a ârainha dos francesesâ que começou a adotar um estilo inovador que incluĂa calças e roupas leves, nĂŁo apenas pra se destacar na corte, mas tambĂ©m como forma de desafiar as rĂgidas normas de uma sociedade que a via com desdĂ©m.
Fun fact: as calças femininas sĂł foram normalizadas 200 anos depois â por essa e outras Maria Antonieta Ă© tida como uma das primeiras trendsetters da histĂłria. đż Pra quem quiser ficar mais por dentro da sua histĂłria, recomendamos essa comĂ©dia dramĂĄtica dirigida pela Sofia Coppola.
AtĂ© no crucial momento da guilhotina ela transmitiu uma menssagem por meio da sua roupa: escolheu a cor branca pra simbolizar sua inocĂȘncia e nos mostrou que a moda vai alĂ©m da aparĂȘncia e pode transmitir mensagens poderosas e subversivas.

Maria Antonieta sendo levada para sua execução - via Museu da Revolução Francesa
Sua relevĂąncia na moda serĂĄ eterna, e serve de inspiração atĂ© hoje. Inclusive grandes marcas como Chanel, Dior e Vivienne Westood jĂĄ fizeram referĂȘncia ao seu estilo durante desfiles.

A Revolução Industrial, iniciada em 1831, trouxe mudanças radicais, como a invenção da måquina de costura, que democratizou a confecção de roupas, e as novas oportunidades de emprego que foram sendo criadas.
Essa transição foi significativa, pois o que antes era visto como um sinal de status, como o estilo de Maria Antonieta, começou a se transformar em algo mais acessĂvel e funcional para as massas.
đ Fun fact: sabia que as primeiras etiquetas de roupas sĂł surgiram no sĂ©culo XIX, com o estilista inglĂȘs Charles Worth? Ele inovou ao introduzir etiquetas nas roupas e apresentar duas coleçÔes por ano, moldando desde entĂŁo a forma como consumimos a moda.
E, apĂłs uma dĂ©cada, Worth percebeu a necessidade de formalizar a indĂșstria, levando Ă criação da CĂąmara Sindical da Costura.

liberdade em alta

IlustraçÔes: Bloshka
Os anos 20 marcaram um perĂodo de libertação e inovação apĂłs a Primeira Guerra Mundial. Nesse contexto, as mulheres começaram a adotar vestidos mais curtos â ainda abaixo do joelho â e o estilo flapper, que se destacou por suas franjas, pĂ©rolas e cortes de cabelo curtos. Esse movimento nĂŁo apenas refletiu uma nova atitude em relação Ă moda, mas tambĂ©m simbolizou a busca por liberdade e expressĂŁo individual.
transformação & reinvenção

Durante esse perĂodo, a moda foi afetada pela escassez de aviamentos e tecidos. Essa realidade levou Ă adoção de cortes mais simples e Ă busca por evitar desperdĂcios, resultando em um aumento das roupas funcionais e prĂĄticas.
Entre 1940 e 1950, nĂŁo podemos ignorar a primeira coleção de Christian Dior, lançada em 1947. Conhecida como âNew Lookâ, essa coleção revolucionou a moda pĂłs-Segunda Guerra Mundial, contrastando com a estĂ©tica utilitĂĄria da dĂ©cada de 1940, que respondia Ă s limitaçÔes de tecidos e Ă necessidade de funcionalidade impostas pela guerra. A proposta de Dior trouxe de volta a opulĂȘncia e a feminilidade, marcando um novo capĂtulo na histĂłria da moda.
Clique aqui pra ouvir o podcast âDiorâs New Lookâ & aqui pra ver a âBar Jacketâ considerada o modelo mais icĂŽnico da coleção, manifestando todos os atributos do atavismo dramĂĄtico de Dior.
elegant revival

Nos anos 50, o maximalismo dominou a cena, trazendo um visual exuberante e ousado. A moda feminina destacou-se por saias rodadas que acentuavam a silhueta e blusas justas que realçavam a feminilidade. Com o surgimento do rock and roll, um novo espĂrito de liberdade e rebeldia permeou o estilo dos jovens, levando Ă popularização dos jeans como sĂmbolo de uma nova geração.
prints everywhere

Os anos 60 foram marcados por uma onda de rebeldia. A minissaia, criada por Mary Quant, revolucionou a moda feminina e se tornou um Ăcone de ousadia. Estilos psicodĂ©licos e hippies emergiram, refletindo o espĂrito de liberdade e autoexpressĂŁo que permeava a sociedade, enquanto a moda se tornava uma forma de resistĂȘncia cultural e social.
boho style

Os anos 70 celebraram a diversidade. A moda boho, com suas estampas florais, coloridas e tecidos fluidos, ganharam espaço. Os jeans de cintura alta e flare também marcaram a década.
disco fever

Os anos 80 foram caracterizados pelo exagero. Ombreiras, cabelos volumosos e cores vivas dominaram. O mood disco era muito forte. A influĂȘncia da cultura pop, com estrelas como Madonna e Prince, trouxe um visual ousado e autĂȘntico.
grunge style

Nos anos 90, a moda se dividiu entre o grunge e o minimalismo. O estilo grunge, influenciado por bandas como Nirvana, incluĂa camisetas largas, jeans rasgados e flanelas. Ao mesmo tempo, o minimalismo trouxe linhas simples e cores neutras, com designers como Calvin Klein ganhando destaque.
pop culture

Nos anos 2000, a moda foi fortemente influenciada pela cultura pop e pelas celebridades. Roupas justas, jeans de cintura baixa e acessĂłrios ousados estavam em alta. A estĂ©tica "Y2K" trouxe uma mistura de elementos futuristas e retrĂŽ, com uma ĂȘnfase na individualidade.

A moda é uma força que transcende a simples vestimenta; ela é um reflexo e, ao mesmo tempo, um moldador da sociedade e da cultura.
Ao longo das dĂ©cadas, a moda se adaptou e se transformou, respondendo a mudanças sociais, movimentos culturais e avanços tecnolĂłgicos. Cada Ă©poca traz suas prĂłprias influĂȘncias e valores, que se manifestam nas roupas que usamos.
Assim, a moda não apenas reflete as identidades individuais, mas também as narrativas coletivas de uma sociedade. Ao se reinventar continuamente, ela se torna um espelho das questÔes contemporùneas, moldando-se sempre às necessidades e aos desejos da época.
Ă medida que avançamos, Ă© fascinante observar como esse ciclo de influĂȘncia e adaptação continuarĂĄ a se desenrolar, mostrando que a moda, em sua essĂȘncia, Ă© uma arte em constante evolução.
âStyle is a way to say who you are without having to speakâ
Rachel Zoe
TAKEAWAYS DESSE EPISĂDIO:
đ§ O que aprendi hoje? Desde as civilizaçÔes antigas atĂ© os dias atuais, a moda tem servido como um sĂmbolo de status, poder e atĂ© rebeldia, influenciando comportamentos e tendĂȘncias em cada era.
âđ» O que fazer com isso? Talvez a maneira como me visto fale mais sobre mim do que minhas prĂłprias palavras. Ao me vestir, lembrar que posso ser intencional e que nunca serĂĄ uma simples combinação de peças.
Conhece alguĂ©m que vai gostar desse conteĂșdo? Compartilhe a edição de hoje e avisa lĂĄ que ainda faltam 5 episĂłdios. A cada semana um novo aprendizado.
đŹ NO PRĂXIMO EPISĂDIO:
Como surgem as tendĂȘncias? Vamos fazer um deep dive do motivo pelo qual a sapatilha estĂĄ mais na moda do que um Golden Goose, alĂ©m de explorar o prazo de validade de tendĂȘncias e modismos.
episĂłdio 1 de 6

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Essa Ă© uma sĂ©rie produzida pelo grupo waffle, empresa lĂder no setor de mĂdias digitais na AmĂ©rica Latina, em parceria com a The Setters, uma das pĂĄginas de moda mais inovadoras do paĂs.
Para ver outros produtos do grupo, clique aqui.

No segundo episĂłdio da sĂ©rie 'Moda & Sociedade', vamos mostrar que as tendĂȘncias nĂŁo sĂŁo apenas modismos passageiros, mas reflexos das mudanças culturais, econĂŽmicas e sociais. VocĂȘ jĂĄ se perguntou por que certos comportamentos se espalham e outros desaparecem?
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đż Pra quem tĂĄ chegando agora e perdeu o primeiro episĂłdio, Ă© sĂł clicar aqui pra ler e ficar por dentro.
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SĂŁo editorias independentes com inĂcio, meio e fim de assuntos que vĂŁo te tornar ainda mais interessante por saber.
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vocĂȘ Ă© um trendsetter?
SĂŁo aquelas pessoas ou marcas que estabelecem novas tendĂȘncias no Ăąmbito da moda, cultura ou lifestyle. Em outras palavras, sĂŁo aqueles que tĂȘm a capacidade de influenciar as escolhas e preferĂȘncias de um grupo.

A palavra tendĂȘncia tem origem no latim tendentia, que significa "inclinação" ou "direção". DaĂ o conceito de algo que se inclina em uma direção especĂfica.
Esse termo Ă© a ideia de um movimento em relação a uma mudança, comportamento ou preferĂȘncia ao longo do tempo que se materializa de diversas formas.
Ainda que, hoje em dia, essa palavra seja muito banalizada â principalmente nas redes sociais onde tudo que tĂĄ em alta se torna âtendĂȘnciaâ â a verdade Ă© que ela Ă© muito mais profunda do que parece.
na teoria, entendido. e na prĂĄtica?
A tendĂȘncia surge quando um comportamento emergente na sociedade tĂĄ indo pra uma direção e convergindo com fatores macro, como os polĂticos, econĂŽmicos, sociais, culturais, ambientais e legais.
đ Compreender essas trends Ă© perceber como a sociedade vivencia o mundo atualmente.
O produto que vocĂȘ vĂȘ na loja e fala que âtĂĄ na modaâ Ă© apenas o resultado de uma vontade muito maior e de um comportamento que vai pra uma direção e converge com as questĂ”es macroambientais.
đ Exemplo: O boom do universo wellness reflete vĂĄrias tendĂȘncias. Desde a inserção das roupas esportivas em contextos casuais atĂ© a crescente valorização do esporte, o aumento de restaurantes fitness e a popularização de produtos saudĂĄveis. E essa lista sĂł cresce.
Mas o que vocĂȘ precisa saber Ă©: nem toda tendĂȘncia surge da mesma forma, nem dura o mesmo tempo.

Modismo: Ă o que mais vemos hoje. Ă aquilo muito passageiro. Geralmente, dura menos de 6 meses e tĂĄ muito ligado a produtos.
âđœ Exemplos: strawberry makeup, bucket hats, acabamentos âglazedâ.

(Pinterest)
MicrotendĂȘncia: Ă quando existe uma mudança especĂfica no comportamento dos consumidores que dura em mĂ©dia 1 a 5 anos.
âđœ Exemplos: peças oversized.

(Pinterest)
MacrotendĂȘncia: Ă quando grandes mudanças transformam diversas ĂĄreas da nossa vida e duram mais de 10 anos.
âđœ Exemplos: consumo consciente, moda sustentĂĄvel e bem-estar holĂstico.

(Pinterest)
MegatendĂȘncia: Ă quando hĂĄ uma grande movimentação geracional que dura mais de 25 anos.
âđœ Exemplos: a revolução digital e a sustentabilidade ambiental.

(Pinterest)
O sucesso de um produto ou de um modelo de negĂłcio sĂł acontece por solucionar as dores do consumidor naquele momento â a necessidade existe antes do resultado.

Pra entender a origem e a trajetĂłria das tendĂȘncias, podemos observar trĂȘs movimentos na moda que mapeiam esse processo. SĂŁo eles:
Trickle down
Este Ă© o movimento mais antigo e reconhecido. Nele, grandes marcas apresentam novas tendĂȘncias nas passarelas, que sĂŁo adotadas pela mĂdia e por influenciadores. Em seguida, a classe mĂ©dia incorpora essas tendĂȘncias, atĂ© que, finalmente, elas se disseminam para o pĂșblico em geral e chegam Ă s lojas de departamento.

(waffle)
Bubble Up
Este movimento representa o oposto do trickle down. Aqui, a tendĂȘncia surge entre a massa ou grupos especĂficos e ganha força e visibilidade atĂ© chegar Ă s passarelas. Exemplos desse fenĂŽmeno sĂŁo os movimentos Punk e Hip Hop, que, inicialmente, foram impulsionados por subculturas e, depois, influenciaram a moda de forma significativa.

(waffle)
Trickle Across
Aqui, as tendĂȘncias se espalham de forma horizontal, entre grupos e segmentos sociais, em vez de seguir a hierarquia tradicional do "trickle down" (de cima para baixo) ou "bubble up" (de baixo para cima).

(waffle)

Como uma tendĂȘncia ganha espaço e influĂȘncia na sociedade?
O caminho que uma tendĂȘncia percorre atĂ© se consolidar envolve uma sĂ©rie de fases e grupos que moldam sua trajetĂłria, desde o surgimento atĂ© o declĂnio.
Trendsetters: O inĂcio de tudo. SĂŁo as pessoas que impulsionam a tendĂȘncia com seu grande poder de influĂȘncia e se tornam fonte de inspiração em seus nichos. Alooo, Hailey Bieber â um baita exemplo de trendsetter!
Early Adopters: Os "pioneiros". Rapidamente esse grupinho reconhece e adota as tendĂȘncias, ajudando a popularizar o que antes era novidade.
Early Majority: A fase de massificação. Acontece quando um grupo se inspira nos early adopters e começa a consumir a tendĂȘncia em massa que passa a se difundir em maior escala.
Late Majority: A popularização total. Esse pĂșblico adota a tendĂȘncia em um estĂĄgio mais maduro, geralmente quando ela jĂĄ tĂĄ disponĂvel nas lojas de departamento e se tornou amplamente acessĂvel.
Laggards: Os atrasados. risos. Eles sĂŁo bem menos preocupados com o que tĂĄ em alta e aderem Ă tendĂȘncia quando ela jĂĄ perdeu boa parte do seu apelo inicial.

Assim, a trajetĂłria de uma tendĂȘncia segue: ela nasce, se propaga e, por fim, perde força â mas nĂŁo sem antes deixar sua marca na cultura e no estilo da Ă©poca.

Compreender tendĂȘncias Ă© perceber como o consumidor vivencia o mundo, quais sĂŁo seus hĂĄbitos, referĂȘncias, o cenĂĄrio polĂtico e as perspectivas futuras. Cada momento da histĂłria exigiu uma tendĂȘncia diferente e uma invenção distinta que fosse capaz de materializar as necessidades da sociedade.
âa moda sai de moda, o estilo jamaisâ
Coco Chanel
TAKEAWAYS DESSE EPISĂDIO:
đ§ O que aprendi hoje? O conceito de tendĂȘncia vai alĂ©m da moda e estĂĄ profundamente conectado Ă s mudanças na sociedade e nas necessidades dos consumidores. Ela reflete movimentos e comportamentos sociais e pode variar de modismos passageiros a megatendĂȘncias que transformam geraçÔes inteiras.
âđ» O que fazer com isso? Comece a observar o mundo ao seu redor com esse novo olhar. Ao ver uma ânova tendĂȘnciaâ na moda, no comportamento ou no estilo de vida, pense sobre o que pode estar impulsionando essa mudança: Ă© uma necessidade passageira ou algo mais profundo?
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EPISĂDIO 2 DE 6
đż No prĂłximo episĂłdio: Vamos explorar a influĂȘncia de figuras icĂŽnicas na moda e como elas revolucionaram a sociedade com criaçÔes desafiadoras que impactaram nossa forma de vestir e pensar sobre estilo.

Essa Ă© uma sĂ©rie produzida pelo grupo waffle, empresa lĂder no setor de mĂdias digitais na AmĂ©rica Latina, em parceria com a The Setters, uma das pĂĄginas de moda mais inovadoras do paĂs. Para ver outros produtos do grupo, clique aqui.

No terceiro episĂłdio da sĂ©rie 'Moda & Sociedade', vamos descobrir como grandes Ăcones da moda moldaram nĂŁo sĂł o jeito de se vestir, mas tambĂ©m a forma como nos expressamos atĂ© hoje.
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SĂŁo editorias independentes com inĂcio, meio e fim de assuntos que vĂŁo te tornar ainda mais interessante por saber.
ConteĂșdo por conteĂșdo, a internet jĂĄ tem atĂ© demais. Seremos seu filtro, sempre quarta-feira, Ă s 21:00, nĂŁo importa qual sĂ©rie vocĂȘ escolher.
đż Pra quem tĂĄ chegando agora e perdeu os primeiros episĂłdios, Ă© sĂł clicar aqui pra ler e ficar por dentro.

Coco Chanel A francesa Gabrielle Chanel, apĂłs o falecimento da mĂŁe, foi levada para um orfanato aos 12 anos. LĂĄ, aprendeu a costurar e desenvolveu um estilo marcado pela simplicidade e funcionalidade. | ![]() |
Aos 18 anos Chanel jå trabalhava como costureira, mas foi em 1913 que decidiu abrir sua primeira loja, especializada em chapéus. Ao longo dos anos, começou a vender também roupas femininas, prezando sempre pelo conforto e praticidade.
Sua ideia era clara: âO luxo deve ser confortĂĄvel, caso contrĂĄrio nĂŁo Ă© luxo.â E foi essa visĂŁo revolucionĂĄria que atraiu mulheres influentes da Ă©poca que, como ela, rejeitavam os corsets desconfortĂĄveis.
Chanel trouxe tambĂ©m elementos do guarda-roupa masculino para o feminino, introduzindo o icĂŽnico tailleur numa Ă©poca em que tal conceito nĂŁo era discutido. No vĂdeo aqui embaixo, dĂĄ pra ter ideia de como Gabrielle criou essa peça lendĂĄria que consolidou a marca e que segue presente nas coleçÔes atuais.
No fim dos anos 1920, sua empresa jĂĄ era avaliada em milhĂ”es, o perfume Chanel NÂș 5 havia se tornado icĂŽnico e o little black dress (pretinho bĂĄsico) era uma peça indispensĂĄvel no guarda-roupa feminino.
A marca Chanel permanece atĂ© hoje como uma das maiores referĂȘncias da moda mundial e continua sendo conhecida pela elegĂąncia que Gabrielle personificou.
![]() | Mary Quant Nascida na Inglaterra dos anos 1930, Mary Quant cresceu em um ambiente que a preparava pra ser professora. No entanto, ao lado de seu marido e sĂłcio Alexander, ela decidiu explorar o mundo da moda, abrindo uma pequena boutique para vender peças Ășnicas de designers. |
Mas sua prĂłpria marca logo se destacou, especialmente entre jovens que buscavam autenticidade e inovação. Mary capturou a essĂȘncia da dĂ©cada de 1960, uma Ă©poca marcada pelo desejo de liberdade e otimismo.
Sua criação mais ousada e revolucionĂĄria foi a minissaia, que trazia um comprimento inĂ©dito e mostrava os joelhos e parte das coxas. Essa peça se tornou sĂmbolo de empoderamento e juventude, desafiando as normas sociais e inspirando mulheres ao redor do mundo.
Por sua originalidade, Mary recebeu em 1966 o tĂtulo de Oficial da Ordem do ImpĂ©rio BritĂąnico pela prĂłpria rainha Elizabeth II, e em 2015 foi honrada novamente com o tĂtulo de Dame da Ordem do ImpĂ©rio BritĂąnico.
Elsa Schiaparelli Nascida em 1890 em Roma, Elsa Schiaparelli sempre teve uma imaginação fĂ©rtil e Ășnica. Em sua autobiografia, ela relembra uma ideia da infĂąncia que reflete sua visĂŁo ousada e artĂstica: plantar sementes no rosto para que flores crescessem, embelezando-a de maneira inusitada. Esse olhar criativo a levou a transformar a moda ao longo de sua carreira. | ![]() |
Em 1913, Elsa fugiu de um casamento arranjado e se mudou pra Londres. Posteriormente, em 1922, mudou-se pra Paris, onde conheceu Paul Poiret, o imperador da moda parisiense, que a incentivou a lançar sua própria linha. Sua primeira coleção, lançada em 1927, focava em roupas casuais e o sucesso foi quase imediato. Em 1932, sua marca jå contava com mais de 400 funcionårios para atender à alta demanda.
Elsa trouxe pra moda o conceito de âhard chic,â com cortes rigorosos e ombreiras marcantes. Foi pioneira no uso do rosa choque e das estampas de jornal. Colaborou com artistas surrealistas como Salvador DalĂ, com quem criou acessĂłrios e objetos inusitados, como o pĂł compacto em formato de telefone. Elsa tambĂ©m introduziu o âconstellation wardrobe,â precursor do armĂĄrio cĂĄpsula.
Se curtiu e quer saber mais, essa linha do tempo mostra os highlights da Maison Schiaparelli.
Embora tenha encerrado suas atividades em 1954, seu legado e sua marca continuam a inspirar a moda mundial, mantendo o olhar surrealista e inovador de suas criaçÔes originais.
![]() | Tom Ford Nascido em 1961 em Austin, Texas, Tom Ford mudou-se para Nova York aos 16 anos em busca de novas oportunidades. Sua grande virada aconteceu em 1990, quando se mudou para a Itålia e começou a trabalhar na Gucci, uma marca que enfrentava dificuldades financeiras na época. |
Em menos de seis meses, Ford jå estava projetando roupas masculinas e, em dois anos, assumiu a liderança de 11 linhas de produto. Em 1994, foi promovido a diretor criativo, posição que manteve até 2004. Ford revolucionou a Gucci ao introduzir uma estética marcada por sensualidade, ousadia e empoderamento, posicionando a marca como uma das mais influentes do setor.
Esse perfil aqui Ă© 100% dedicado Ă epoca de Tom Ford na Gucci e mostra campanhas, editoriais e desfiles comandados por ele.
Em uma Ă©poca em que o grunge dominava, Ford seguiu na direção oposta, trazendo formas e cores que capturaram o espĂrito de uma sociedade em transformação. Sua influĂȘncia nĂŁo apenas salvou a Gucci da falĂȘncia, mas tambĂ©m redefiniu a moda dos anos 90, tornando a marca um Ăcone de estilo e poder.
Karl Lagerfeld Karl Lagerfeld nasceu em 1933 em Hamburgo, Alemanha, e mudou-se para Paris aos 19 anos com o sonho de trabalhar com moda. Em 1954, ganhou o concurso de casacos Woolmark, ao lado de outro jovem designer que vencia na categoria de vestidos: Yves Saint Laurent. Assim começava uma rivalidade entre dois dos maiores nomes da moda. | ![]() |
Lagerfeld fez parte de uma geração que ajudou a transitar a moda da alta costura para o prĂȘt-Ă -porter, trabalhando em grifes renomadas como ChloĂ©, Fendi e Balmain. Em 1982, os irmĂŁos Wertheimer, donos da Chanel, ofereceram a ele um contrato milionĂĄrio com a missĂŁo de rejuvenescer a marca, que Ă Ă©poca era preferida por um pĂșblico mais velho.
Lagerfeld aceitou o desafio e, em poucos meses, transformou a Chanel. Ele trouxe uma nova vida para a marca, colaborando com Ăcones como InĂšs de la Fressange, Carolina de MĂŽnaco e Isabelle Adjani. Seus desfiles eram eventos espetaculares, com cenĂĄrios interativos que iam desde praias atĂ© supermercados, capturando a atenção do pĂșblico de forma Ășnica.
Com sua abordagem visionåria, Lagerfeld redefiniu o papel do diretor criativo, que passava a ser responsåvel por toda a estética e identidade de uma marca. Sua contribuição para a moda foi imensa e revolucionåria, consolidando a Chanel como uma das casas de moda mais icÎnicas e desejadas do mundo.

Ao longo da histĂłria, esses visionĂĄrios da moda nĂŁo apenas definiram tendĂȘncias, mas tambĂ©m moldaram a maneira como nos expressamos e enxergamos o mundo.
Coco Chanel libertou o guarda-roupa feminino, Mary Quant desafiou convençÔes com a minissaia, Elsa Schiaparelli trouxe o surrealismo para o cotidiano, Tom Ford redefiniu a sensualidade na moda dos anos 90, e Karl Lagerfeld transformou a Chanel em sinÎnimo de modernidade atemporal.
Mais do que estilistas, eles foram agentes de mudança cultural e suas inovaçÔes continuam ecoando atĂ© hoje, nos lembrando do poder transformador da moda que tanto falamos em âModa & Sociedadeâ.
âA simplicidade Ă© a chave da verdadeira elegĂąncia.â
Coco Chanel
TAKEAWAYS DESSE EPISĂDIO:
đ§ O que aprendi hoje? A moda Ă© uma ferramenta de expressĂŁo e transformação e cada um dos estilistas que falamos aqui desempenhou um papel importante e capaz de impactar comportamentos e padrĂ”es atĂ© a atualidade.
âđ» O que fazer com isso? Podemos aplicar essas liçÔes buscando uma moda que nos represente, escolhendo peças e marcas que falem sobre quem somos. A moda pode ser um reflexo da nossa autenticidade e uma ferramenta para expressar nossas convicçÔes.
O que vocĂȘ tem achado da nossa sĂ©rie? Deixe seu comentĂĄrio apĂłs votar abaixo. |
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EPISĂDIO 3 DE 6
đż No prĂłximo episĂłdio: como a globalização e Hollywood influenciaram â e seguem influenciando â nosso comportamento e estilo. De Grease a Patricinhas de Beverly Hills, vamos mostrar como o estilo das celebridades molda a maneira de nos vestirmos.

Essa Ă© uma sĂ©rie produzida pelo grupo waffle, empresa lĂder no setor de mĂdias digitais na AmĂ©rica Latina, em parceria com a The Setters, uma das pĂĄginas de moda mais inovadoras do paĂs. Para ver outros produtos do grupo, clique aqui.

No quarto episĂłdio da sĂ©rie 'Moda & Sociedade', vamos explorar como a indĂșstria musical e cinematogrĂĄfica influenciou e influencia a moda atĂ© hoje por meio de grande Ăcones.
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Muito antes das it girls do Instagram, a indĂșstria da mĂșsica e do cinema jĂĄ criava grandes Ăcones que se tornaram referĂȘncias de estilo e atitude. Naquela Ă©poca, nĂŁo existiam nĂșmeros de seguidores ou curtidas, mas esses nomes eram tĂŁo influentes que todos sabiam que eles ditavam as tendĂȘncias.
Com o surgimento dos grandes estĂșdios e a transição do cinema mudo para o falado, Hollywood começou a se consolidar, nos anos 1920 e 1930. A globalização ajudou a levar os filmes americanos ao mundo todo, e, com isso, atores e atrizes ganharam fama global.
A mĂdia teve um papel crucial ao moldar o comportamento e o estilo da sociedade, e isso ficou evidente conforme surgiam personalidades que eram referĂȘncias de moda e estilo.
Katharine Hepburn foi uma das pioneiras. Ăcone dos anos 1930, ela nĂŁo sĂł dominava a atuação como desafiava normas de moda e comportamento. Ela foi uma das primeiras mulheres a usar calças e roupas consideradas masculinas em pĂșblico, normalizando essas peças e abrindo portas para a moda andrĂłgina. Sua autenticidade inspirou uma geração a se vestir para expressar sua individualidade.
Fun fact: após a Segunda Guerra Mundial, o uso de calças entre mulheres se popularizou, principalmente devido à entrada feminina no mercado de trabalho e à busca por roupas pråticas e funcionais.
Nos anos 1950, Marilyn Monroe despontou como um dos maiores Ăcones de Hollywood e da moda. Com seus papĂ©is memorĂĄveis e estilo inconfundĂvel, Marilyn foi uma verdadeira revolucionĂĄria do visual. Seu cabelo loiro platinado, o batom vermelho vibrante e os vestidos ousados lançaram tendĂȘncias. E, claro, o famoso vestido branco esvoaçante de O Pecado Mora ao Lado permanece atĂ© hoje como um dos looks mais icĂŽnicos do cinema.
Nos anos 1960, Audrey Hepburn trouxe elegĂąncia e simplicidade ao estrelato.
âMeu look Ă© bem fĂĄcil de copiar. Basta prender o cabelo, comprar um Ăłculos de sol oversized e colocar um vestidinho sem mangaâ, ela disse uma vez.
Audrey, uma verdadeira it girl, eternizou o vestido preto sem mangas e o colar de pĂ©rolas em Breakfast at Tiffany's, figurino assinado por Givenchy, que Ă© atĂ© hoje um sĂmbolo de sofisticação. A parceria de Audrey com Givenchy resultou em looks icĂŽnicos, e seu estilo influenciou geraçÔes, desde sua franja e sobrancelhas marcantes atĂ© o toque de simplicidade que virou sinĂŽnimo de elegĂąncia.
Nos anos 1970, Grease trouxe à tona a estética rebelde que foi muito presente nos anos 50 (época em que se passa o filme). John Travolta e Olivia Newton-John apresentaram um estilo despojado, com jaquetas de couro, calças de cintura alta e vestidos rodados, lançando um novo olhar sobre a "juventude rebelde".
Chegando aos anos 1990, As Patricinhas de Beverly Hills virou um fenÎmeno de moda com Cher Horowitz, a personagem principal, obcecada por moda e estilo. O filme ajudou a popularizar peças como croppeds, minissaias, xadrez, blazers e camisas com gola Peter Pan. Esse estilo ainda é replicado até hoje, influenciando coleçÔes de moda e guarda-roupas pelo mundo.

đż Ficou com vontade de maratonar filmes nessa vibe? EntĂŁo aproveita o feriado e o fds pra (re)ver esses aqui: AdorĂĄveis Mulheres, Meninas Malvadas, DiĂĄrio da Princesa, Legalmente Loira e De Repente 30.
A sĂ©rie de sucesso Friends tambĂ©m foi uma grande responsĂĄvel por trazer tendĂȘncias pro estilo dos anos 90. Phoebe trouxe o visual boho-chic, Rachel se tornou Ăcone com seu estilo girly e o famoso corte de cabelo "Rachel", que atĂ© hoje Ă© referĂȘncia, e Monica adotava um estilo casual e minimalista. A sĂ©rie ajudou a consolidar um estilo streetwear de NYC, que estava muito crescente na Ă©poca.

Nos anos 2000, Ă© impossĂvel falar sobre moda sem mencionar Carrie Bradshaw, a icĂŽnica personagem de Sarah Jessica Parker em Sex and the City. Carrie trouxe para os anos 2000 um estilo cheio de personalidade e uma paixĂŁo incontida por sapatos.
Com looks que misturavam peças clĂĄssicas e ousadas, ela se tornou um Ăcone fashion que atĂ© hoje inspira mulheres de todas as idades. A sĂ©rie, recentemente retomada, resgata o apelo nostĂĄlgico e reforça a influĂȘncia duradoura de Carrie no mundo da moda.
Esses Ăcones do passado nĂŁo sĂł definiram as tendĂȘncias de suas Ă©pocas, mas abriram caminho para uma nova geração de celebridades que continuam a desafiar e moldar o universo da moda. Figuras como Zendaya, com seu estilo eclĂ©tico e ousado, e Harry Styles, que brinca com o conceito de gĂȘnero ao usar peças tradicionalmente femininas, mostram como a moda continua a ser uma plataforma poderosa de expressĂŁo individual e transformação cultural.

Vamos repetir por aqui: a moda sempre foi muito mais do que apenas roupas! Ela Ă© uma forma de expressĂŁo pessoal e um reflexo do momento cultural e social de cada Ă©poca.
Desde o pioneirismo de Katharine Hepburn e o glamour de Marilyn Monroe atĂ© a ousadia de figuras contemporĂąneas como Zendaya e Harry Styles, esses Ăcones desafiaram convençÔes e usaram o estilo como uma extensĂŁo de quem eram e do que representavam.
A moda evolui, mas seu papel em dar voz, quebrar padrÔes e inspirar geraçÔes permanece.
âA elegĂąncia Ă© a Ășnica beleza que nunca desapareceâ
Audrey Hepburn
TAKEAWAYS DESSE EPISĂDIO:
đ§ O que aprendi hoje? A moda sempre foi uma poderosa forma de expressĂŁo pessoal e cultural. Ăcones do passado como Katharine Hepburn, Marilyn Monroe e Audrey Hepburn, assim como celebridades atuais como Zendaya e Harry Styles, usaram o estilo para desafiar normas, mostrar sua autenticidade e inspirar toda uma geração a seguir o mesmo caminho.
âđ» O que fazer com isso? Incorporar a ideia de autenticidade e liberdade nas suas escolhas de estilo, sem medo de desafiar convençÔes. Sejam nas roupas ou nas atitudes, Ă© importante usar a moda como um meio de expressĂŁo pessoal. AlĂ©m disso, transformar a moda em um reflexo da sociedade pode inspirar a forma como se relaciono com as tendĂȘncias e como compartilha seu prĂłprio estilo com o mundo.
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EPISĂDIO 4 DE 6
đż No prĂłximo episĂłdio: vamos explorar como as redes sociais, principalmente o TikTok, estĂŁo revolucionando a moda e criando as chamadas "microtrends" â tendĂȘncias de curtĂssima duração que surgem e desaparecem em questĂŁo de dias.

Essa Ă© uma sĂ©rie produzida pelo grupo waffle, empresa lĂder no setor de mĂdias digitais na AmĂ©rica Latina, em parceria com a The Setters, uma das pĂĄginas de moda mais inovadoras do paĂs. Para ver outros produtos do grupo, clique aqui.

No quinto episĂłdio da sĂ©rie 'Moda & Sociedade', vamos explorar como as microtrends, alimentadas pelas redes sociais, aceleraram o consumo e o descarte. Em questĂŁo de dias, tendĂȘncias surgem, viralizam e desaparecem, incentivando um ciclo insustentĂĄvel que atĂ© dificulta a criação de um estilo prĂłprio.
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đ« Pra quem tĂĄ chegando agora e perdeu os outros episĂłdios, Ă© sĂł clicar aqui pra ler e ficar por dentro.

Com o boom das redes sociais â especialmente o TikTok, em 2020 â a moda vem se adaptando a informaçÔes rĂĄpidas e disseminadas de forma imediata. O que antes demorava meses para sair da passarela e chegar Ă s lojas, hoje leva semanas para surgir, virar tendĂȘncia e logo desaparecer.
Com algoritmos personalizados, as redes sociais oferecem conteĂșdos sob medida, refletindo o perfil e os interesses de cada usuĂĄrio. No passado, as referĂȘncias de moda eram mainstream e universais⊠Quase todos se inspiravam em Ăcones de Hollywood ou nas estrelas do pop â como falamos no episĂłdio anterior.
Hoje, a variedade de estilos e influĂȘncias permite que vocĂȘ pertença a um grupo especĂfico, moldado pelo seu algoritmo. NĂŁo Ă© mais âyour vibe makes your tribeâ, mas sim âyour algorithm makes your tribeâ.
Assim as microtrends se tornaram o novo ritmo da moda, com foco na prĂłxima peça viral ou na estampa que dominarĂĄ os vĂdeos da semana. Em questĂŁo de dias, as redes nĂŁo apenas sugerem o que comprar, mas tambĂ©m moldam seu gosto, muitas vezes convencendo vocĂȘ a adotar um estilo que, no fundo, talvez nem goste.
Influenciadores de todos os nichos alimentam esse ciclo diårio, enquanto antigamente as inspiraçÔes vinham de poucos e icÎnicos artistas.
đ A pergunta que fica no ar Ă©: com essa avalanche de referĂȘncias e tendĂȘncias passageiras, serĂĄ que Ă© mais fĂĄcil ou mais difĂcil desenvolver um estilo prĂłprio?
No passado, com opçÔes limitadas, as tendĂȘncias eram praticamente inescapĂĄveis e perduravam por anos, definindo estilos especĂficos para cada dĂ©cada. Hoje, temos uma abundĂąncia de escolhas â mas com isso surge tambĂ©m uma saturação de informaçÔes.
Somos constantemente bombardeados com novas modas, que incentivam um consumismo rĂĄpido e momentĂąneo. As peças compradas por influĂȘncia de uma trend tendem a ser usadas poucas vezes, atĂ© que a prĂłxima onda viral chegue.
Embora o acesso a mais referĂȘncias facilite a identificação com certos estilos, seguir cada tendĂȘncia que aparece torna quase impossĂvel manter uma identidade genuĂna. AlĂ©m disso, o consumismo acelerado impulsionado por essas microtrends Ă© insustentĂĄvel.
O ciclo rĂĄpido de produção e descarte de roupas baratas e que estĂŁo âem altaâ leva a um aumento do desperdĂcio, pois as pessoas compram mais e descartam os itens mais rapidamente. Estima-se que, nas Ășltimas duas dĂ©cadas, o consumo de roupas aumentou 60%, enquanto o tempo que as pessoas mantĂȘm essas peças diminuiu, muitas vezes usando-as apenas algumas vezes antes de descartĂĄ-las. |
O desejo de pertencimento impulsiona essa dinĂąmica da moda nas redes sociais. A busca por aceitação leva muitos a seguirem o prĂłximo viral â aquele vĂdeo que traz uma nova peça ou estĂ©tica que âtodo mundoâ estĂĄ usando e que vocĂȘ tambĂ©m sente a necessidade de adotar para se sentir parte do grupo.
Em contrapartida, o mercado de moda second hand tem se mostrado uma alternativa crescente para combater o desperdĂcio e atender ao desejo por consumo consciente. A estimativa divulgada em um relatĂłrio da ThredUp (plataforma de consignação online) Ă© de que o mercado global de produtos de segunda mĂŁo alcance um valor de 350 bilhĂ”es de dĂłlares atĂ© 2028. |
Pra quem ainda não é adepto a esse mercado e tå procurando indicaçÔes de sites pra fazer bons achados, nessa matéria aqui tem vårios bacanas.
E, pra finalizar, fica o questionamento: vocĂȘ acha que ter mais opçÔes Ă© realmente melhor? Ou estamos apenas transformando a moda em um ciclo incessante de tendĂȘncias que, no fundo, nĂŁo expressam nada alĂ©m de um consumismo desenfreado?
Se vocĂȘ curtiu e ficou intrigado(a) com esse assunto e quer continuar lendo & ouvindo sobre, aqui vĂŁo alguns artigos e podcasts:
đ Microtrends are killing personal style and making shopping a nightmare
đ What Are Microtrends? (& how they are unsustainable)
đ§ The Psychology of Microtrends

A moda, em sua essĂȘncia, Ă© uma forma de expressĂŁo e criatividade; um meio de comunicar quem somos. PorĂ©m, ao deixar que as redes sociais e os influenciadores ditem o que vestir, transformamos a moda em algo superficial, onde roupas se tornam apenas âferramentasâ para pertencer a um grupo ou estĂ©tica do momento.
TAKEAWAYS DESSE EPISĂDIO:
đ§ O que aprendi hoje? Com as redes sociais, parece que a vida ficou mais rĂĄpida. Na moda, as microtrends criam um ciclo rĂĄpido e incessante de tendĂȘncias que incentivam o consumo e descarte rĂĄpidos. Por mais que ofereçam diversidade de estilos e permitam experimentação, elas expressam a dificuldade de uma geração em perseverar.
âđ» O que fazer com isso? Antes de aderir uma nova tendĂȘncia, pense um pouco mais... Faz sentido com o seu estilo? VocĂȘ passa a expressĂŁo que deseja com o que estĂĄ usando? Com tudo fugaz, definir o seu estilo pode ser uma boa opção para evitar idas e voltas no guarda-roupa.
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EPISĂDIO 5 DE 6
đż No prĂłximo e ĂLTIMO episĂłdio: Vamos falar sobre autoconhecimento na moda e ensinar a comunicar sua identidade de forma autĂȘntica.

Essa Ă© uma sĂ©rie produzida pelo grupo waffle, empresa lĂder no setor de mĂdias digitais na AmĂ©rica Latina, em parceria com a The Setters, uma das pĂĄginas de moda mais inovadoras do paĂs. Para ver outros produtos do grupo, clique aqui.

No sexto e Ășltimo episĂłdio da sĂ©rie 'Moda & Sociedade', vamos trazer um guia prĂĄtico pra que vocĂȘ nĂŁo se perca em meio a tantas microtrends e aprenda a identificar seu estilo pessoal, evitando um consumismo desnecessĂĄrio.
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đ« Pra quem chegou no final e perdeu os primeiros episĂłdios, Ă© sĂł clicar aqui pra ler o que rolou.

A moda reflete o mundo ao nosso redor e revela muito sobre o estado da sociedade. Mais do que isso, a maneira como nos vestimos Ă© uma poderosa forma de expressĂŁo â como jĂĄ falamos nos outros episĂłdios.
O terno de um polĂtico, as cores escolhidas por um artista em turnĂȘ ou o look usado na faculdade: tudo isso comunica algo.
Mesmo que vocĂȘ diga ânĂŁo penso no que visto, apenas uso o que gostoâ saiba que essa simplicidade tambĂ©m transmite uma mensagem sobre quem vocĂȘ Ă©.
Mas a gente sabe que com as trends surgindo nas redes sociais quase diariamente, fica fĂĄcil se perder. Se vocĂȘ jĂĄ se sentiu assim, pode apostar que nĂŁo foi o Ășnico, risos.
Isso acontece porque em um mundo "chronically online," onde somos bombardeados com novidades, fica mais difĂcil entender nosso estilo. A cada nova trend, devĂamos nos questionar: isso realmente combina comigo?
EntĂŁo pra encerrar nossa sĂ©rie sobre como a moda influencia a sociedade, que tal um guia pra te ajudar a encontrar seu estilo e se expressar de forma autĂȘntica?

1. Faça uma reflexão sobre sua personalidade e história
Revise fotos antigas, de antes da era das redes sociais, e observe como vocĂȘ se vestia e o que motivava aquelas escolhas â mesmo que sejam de uma fase mais experimental. Desde cedo, nosso estilo Ă© moldado por influĂȘncias externas, mas o mais fascinante Ă© como cada pessoa carrega experiĂȘncias e gostos Ășnicos que tornam sua forma de se vestir singular.
Ă exatamente isso que torna a moda tĂŁo interessante: a capacidade de adaptar referĂȘncias e tendĂȘncias, dando a elas um significado que reflete quem vocĂȘ realmente Ă©.
2. Procure referĂȘncias alternativas
Em vez de apenas buscar looks prontos no Pinterest pra copiar, amplie suas fontes de inspiração. Explore imagens de ambientes, projetos de arquitetura, texturas e paletas de cores. ReferĂȘncias menos Ăłbvias podem enriquecer e trazer um toque Ășnico ao seu estilo, tornando-o mais autĂȘntico e duradouro.
3. Troque o intuitivo pelo analĂtico
NĂŁo olhe um look e simplesmente pense: "gostei" ou "nĂŁo gostei". VĂĄ mais a fundo e analise os motivos. Talvez uma tendĂȘncia chame sua atenção, mas, ao observar com mais cuidado, vocĂȘ vai perceber que gosta sĂł da composição ou das proporçÔes do look, e nĂŁo da peça em si.
Esse exercĂcio treina o olhar pra entender o que realmente combina com vocĂȘ e te ajuda a evitando gastar sem necessidade e seguir tendĂȘncias apenas por estarem em alta. Ă o momento ideal pra desacelerar, descobrir o que reflete sua essĂȘncia e investir em peças chave pro seu armĂĄrio.

A moda Ă© uma poderosa forma de expressĂŁo que revela nossa identidade pessoal. No contexto atual, com o bombardeio constante de tendĂȘncias nas redes sociais, Ă© fĂĄcil se perder no consumo exagerado e descartĂĄvel. Para desenvolver um estilo autĂȘntico e alinhado Ă personalidade, Ă© importante investir em autoconhecimento, refletir sobre escolhas passadas e buscar referĂȘncias Ășnicas, alĂ©m de analisar de forma crĂtica as tendĂȘncias antes de adotar.
âBuy less, choose well, make it lastâ
Vivienne Westwood

Um pouquinho do que rolou nos episĂłdios anteriores:
Ep. 1: História da moda e como ela foi se moldando ao longo das décadas.
Ep. 2: Como surgem as trends e a diferença entre modismo, micro, macro e megatendĂȘncia.
Ep. 3: Pessoas que revolucionaram a moda e se tornaram verdadeiras referĂȘncias.
Ep. 4: O impacto da globalização e ascensão de Hollywood na moda.
Ep. 5: Como as redes sociais estĂŁo impactando nosso estilo pessoal.
![]() Priscilla Cao | Gostou do assunto e quer continuar consumindo sobre moda? Clica aqui pra se inscrever na The Setters, escrita pela Priscilla, e receba toda sexta-feira um novo conteĂșdo! Essa sĂ©rie foi produzida pelo grupo waffle, lĂder no setor de mĂdias digitais na AmĂ©rica Latina, em parceria com a The Setters. Para ver outros produtos do grupo, clique aqui. |
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